Dedetização de Pulgas RJ

 

Ordem Siphonaptera

São conhecidas cerca de 1.100 espécies de pulgas no mundo, sendo que no Brasil ocorrem cerca de 60 espécies. Algumas são cosmopolitas, sendo encontradas em quase todas as partes do planeta. São parasitas externos sugadores de sangue de vertebrados, principalmente mamíferos, extremamente especializados a ponto de serem denominadas conforme seus hospedeiros preferenciais.

Assim sendo, as pulgas de maior importância econômico-sanitária podem assim ser relacionadas: Pulex irritans (pulga do homem), Xenopsylla cheopis (pulga do rato), Ctenocephalides canis (pulga do cachorro) e Ctenocephalides felis (pulga do gato).
Características Gerais

São insetos de pequeno porte medindo em média de 1 a 3 milímetros, com corpos perfeitamente adaptados a transitar entre os pêlos da pele de seus hospedeiros de onde sugam sangue. Quando alimentadas as espécies com maior longevidade chegam a viver mais de 500 dias. Como as borboletas, seu ciclo de vida passa pelo ovo, a crisálida (pupa) e adulto.

Ovos – Os ovos são postos no ambiente por onde o hospedeiro transita dentro ou fora do habitat humano. Passados de 2 a 16 dias da postura que pode chegar a 500 ovos, as larvas eclodem no ambiente.

Larvas – As larvas levam de 12 a 30 dias em média para se transformar em crisálidas. Durante este período, alimentam-se principalmente de sangue seco, existente nas fezes das pulgas adultas.

Crisálidas – Estas formas também chamadas de pupas são formadas de fios tecidos pelas larvas nos últimos estágios e podem permanecer no ambiente de alguns dias até vários meses (mesmo em condições adversas) quando eclodem os adultos.

Pulgas Adultas – Imediatamente após a eclosão busca seu hospedeiro principal ou eventual para a primeira alimentação sanguínea.

As pulgas são tenazes na busca de um hospedeiro que lhe forneça sangue e abrigo, para isso chegam a pular de 30 a 40 cm para alcançá-los, o que equivaleria a um homem de 1,70m pular 225 metros de altura.

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Importância Econômico-Sanitária

As pulgas, via de regra, passam a fase adulta junto ao corpo de seus hospedeiros principais (ratos, cachorros, gatos e o homem). Porém na morte ou falta destes, abandonam o corpo imediatamente, passam a infestar o ambiente e buscar o hospedeiro eventual. É neste momento que a atividade econômica se torna incompatível com o local e a saúde do homem e dos animais expostos, com sérios riscos, pois com as picadas vem o incomodo e transmissão de inúmeras doenças. Como exemplo macabro deste fato, temos a transmissão da peste bubônica, pelas pulgas oriundas dos ratos mortos, ao homem. O histórico da ação destes insetos nos mostra que várias vidas foram perdidas no passado e ainda há a ameaça, de forma cíclica, em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil.

Além da peste, as pulgas transmitem diversos organismos patogênicos como vermes, que apesar de não apresentarem caráter epidêmico impõem elevada morbidade às pessoas e animais.